Você precisa de um lugar para dormir, em primeiro lugar.
Se seu novo lar é pouco mais que um quartinho, pregue uns armadores (se eles já não existirem) e arme uma rede.
Quando precisar de espaço, é só enrolá-la.
Caso não saiba dormir de rede, e ainda precisa de espaço, arrume um colchão que pode ser encostado na parede quando espaço for requerido para atividades extra-sono.
Mas, se houver espaço, uma cama completa é imbatível.
Nunca se sente numa cadeira normal, daquelas de sala de jantar (ou das de plástico moldado que são tão seguras quanto promessa de político). Procure uma com rodinhas ou, no mínimo dos mínimos, uma com regulagem de altura.
Por nenhum motivo senão estético. Você não quer a sua casa com aspecto de puxadinho, né?
Eu poderia dizer que suas costas vão lhe agradecer, mas você ainda é deveras jovem para ter problemas de coluna por se sentar feito uma figura cubista à mesa de estudo. Nada que alguns anos de RPG após os 40 não remedeie.
Num mundo ideal, você teria muito dinheiro.
Você não vive num mundo ideal. Compre tudo usado.
Se você for novo na cidade (mesmo que more nela há vinte anos e não conheça outro bairro além do seu) se informe com algum nativo, pois sempre há uma feira de móveis usados.
Sempre.
Quando não é uma feira per se é uma viela escura num lugar esquisito. Mas pode ir lá sem medo.
Eles farejam medo.
Não, brincadeira. Geralmente o dono de um lugar assim é um velho rabugento o suficiente para espantar qualquer malandro das redondezas. Mas, como eu já sugeri, consulte um nativo.
Eu sei que ventilador é um eletrodoméstico e geralmente não é enquadrado na categoria “móveis”, mas é muito importante que você tenha um, especialmente se morar no Brasil.Pode estar frio como for agora, mas, sem dúvida, vai ficar muito quente daqui a pouco.
Pode ser “seminovo”, desde que você possa testar antes de dar seu precioso e parco (qualidade que apenas o torna ainda mais precioso) dinheirinho. Se rodar sem dificuldades, não tiver os botões moles e não fizer um barulho ensurdecedor, compre.
Aliás, se onde você mora o tempo é dividido em estações, é até melhor comprar quando estiver frio pois o preço deve estar mais baixo.
As pás devem começar a se mover assim que o aparelho é ligado. Se houver hesitação para começar a rodar é praticamente certo que alguma coisa está emperrando o motor, o que pode, em certas situações, causar um incêndio. Evite. Se você se mudou para o que espera ser sua residência fixa por anos e anos vindouros, você vai precisar de muito mais do que isso, como uma mesa onde comer sem sujar seus papéis “importantes” que ficam inevitavelmente arrodeando seu computador, um guarda-roupa para
Porém, se você está estudando, fazendo um estágio ou alguma outra atividade que tenha forçado você a se mudar temporariamente, esqueça. É melhor viver frugalmente por um ano ou três do que, nas últimas duas semanas da sua habitação provisória, ter que decidir se paga excesso de bagagem ou joga fora tudo que você adquiriu nesse tempo e que agora é apenas peso-morto.
Porque vender você não vai conseguir. Ninguém compra coisa usada hoje em dia…




Eu moro numa caixa de sapatos: uma kitnete com um único cômodo (que eu divido muito bem, mentalmente, em quarto, sala, escritório e cozinha), fora o banheiro.
Minha sorte foi o apê já ter cama (camas, na verdade, duas) e um arremedo de armário, que é um nicho entre as camas, com prateleiras, mas aberto. Eu tô me virando bem, há anos, com esses gaveteiros de plástico que custam baratinho e não deixam as roupas empoeirarem. Acho uma boa dica pra quem não tem $$$ pra comprar um armário, ou espaço pra colocá-lo.
Por: Ana Arantes em 27/09/2010
às 20:56
[...] dos marsupiais. Apartamento virtualmente vazio, o televisor foi a última coisa a sair depois de quase duas semanas vendendo e jogando coisas velhas fora. Por ter adquirido o aparelho gratuitamente (e por ele ser, sinceramente, ridículo), deixá-lo na [...]
Por: Fim de uma era « uôleo em 28/09/2010
às 09:11